NA SUA OPINIÃO, VOCÊ APROVA A ADMINISTRAÇÃO DO PREFEITO DE SÃO PAULO JOÃO DÓRIA?

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Nosso prefeito espetáculo capturou a tendência. Criou seu personagem. Em um tempo em que todos falam da falta de recursos e da “herança maldita” deixada pelos antecessores, ele não reclama. Olha para a frente e vai buscar recursos no setor privado. Corta despesas, manda vender os carros da prefeitura e suspende a impressão do Diário Oficial. Um político tradicional escutaria algum assessor dizendo que “a despesa é pequena, não vale o desgaste”. O prefeito espetáculo vai na contramão. Ele sabe do efeito na opinião pública. Sabe reconhecer isso como um ativo. As pessoas estão cansadas da palavra “crise” e eventualmente querem um líder que olhe para a frente.

O prefeito espetáculo funciona como uma resposta à inércia do nosso setor público. Numa época em que os problemas do serviço público parecem se arrastar, as filas não cedem nos postos de saúde e o Ideb não avança nas escolas públicas, ele mostra que é possível resolver alguma coisa todos os dias. Num dia é a acessibilidade dos cadeirantes, com o “calçada nova”, no outro é a parceria com o McDonald’s para empregar moradores de rua. Enquanto o pessoal da assistência social discutia, durante anos, o que fazer com os moradores de rua, o prefeito espetáculo vai lá e anuncia um curso de “capacitação emocional” de 40 horas e abertura de vagas para quem se dispuser a trabalhar.

É óbvio que há aí o risco da improvisação. Da promessa mal dimensionada que pode render perda de credibilidade mais adiante. Tome-se o exemplo das creches públicas. A cidade tem um déficit de 65 mil vagas, que o prefeito promete zerar em 12 meses. Em vez de ir pedir dinheiro em Brasília, mobiliza empresários e celebridades. Em uma noite de segunda-feira, com o ministro da Educação algo incrédulo a seu lado, lota o Theatro Municipal com gente boa disposta a doar parte de seu Imposto de Renda para o Fundo da Criança e do Adolescente. A música de fundo é o hino da vitória de Ayrton Senna e o clima é de mobilização da sociedade, ainda que feita pelo governo. Seria fácil dizer que se trata de um jeito meio heterodoxo de financiar creches públicas, ou ainda que a meta é ousada demais. De fato é. O ponto é que ele prefere arriscar. A alternativa seria escutar os especialistas, esperar um pouco mais e quem sabe decidir tudo “democraticamente”. O problema é que tudo isso não deu certo, no passado. E o mandato é antes de tudo uma corrida contra o tempo.

Leia na íntegra, FONTE: http://epoca.globo.com/politica/noticia/2017/04/joao-doria-o-prefeito-espetaculo.html

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